sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PRU TERESINA ³

A partir destes pressupostos e referencias é que está sendo desenvolvido o PRU TERESINA/ Plano de Requalificação Urbana de Teresina, um instrumento de planejamento e da gestão do município que contém um conjunto de projetos estruturantes para a década corrente 2010-2020.

Sua elaboração é coordenada pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da SEMPLAN/ Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, que articula as contribuições de todas as Secretarias Municipais e organismos parceiros.

Entendeu –se que o exercício do planejamento passou a ser um atributo obrigatório para a qualidade da gestão da cidade contemporânea. Sem o qual se torna quase impossível entender os aspectos inerentes à sociedade urbana, o contexto geográfico onde as cidades foram implantadas, as formas como elas se estruturam e quais os roteiros mais adequados a validação de suas vocações e oportunidades de desenvolvimento.

Fonte: PRU Teresina.

PRU TERESINA ²

Entender a cidade e o dinamismo que permeia as relações históricas, culturais, sociais e econômicas existentes, almejando transformá-la em lugar de referencia quanto a qualidade de vida, no qual as atividades urbanas se apresentem articuladas com novas perspectivas de desenvolvimento, em harmonia com o ambiente natural e paisagem, com a preservação do patrimônio e da cultura e com a consolidação de vocações locais é o paradigma urbano da contemporaneidade .

Compreender que os maiores requerimentos do presente estão vinculados ao desenvolvimento local e aos projetos urbanos, os quais se apresentam não só como iniciativas governamentais quanto de ordenar e estruturar o território, mas muito mais ações compartilhadas para renovar de setores da cidade, que tanto podem acrescentar dinamismo à economia, como contribuir para a consolidação de uma visão de futuro mais adequada à qualidade de vida e fortalecimento da cidadania é a opção de maior desempenho no modo de gerir a cidade, no presente.

Com este roteiro de entendimento é surgiram nas ultimas décadas, em todo o mundo, uma diversidade de planos, projetos e ações que tem como estratégias principais a requalificação urbana, a proteção do meio ambiente e paisagem, a regeneração cultural, a mobilidade e dos sistemas de transporte, o atendimento às demandas de habitação social, a integração regional, a dotação de equipamentos sociais, a atração de investimentos e desenvolvimento do turismo.

Fonte: PRU TERESINA

PRU TERESINA ¹

O fenômeno urbano atual registra as cidades passando a concentrar a maioria da população mundial e consolidando uma rotina de crescimento contínuo com demandas crescentes. No Brasil, os percentuais desta concentração, já ultrapassam 84% da população geral do país, em redes de cidades e regiões metropolitanas. Quadro onde Teresina se insere em destaque como pólo principal da RIDE Teresina – Região Integrada de Desenvolvimento de Teresina.

Localizada no Centro Norte piauiense, Teresina é a única capital nordestina sem faixa litorânea, mas que se destaca como um centro regional cuja abrangência imediata inclui todo um conjunto de cidades do Piauí e Maranhão e uma população de quase um milhão e meio de habitantes. Configurando uma situação de grande notabilidade ao dispor de uma densidade comercial de referencia e, uma concentração de funções e atividades de serviços especializados, no âmbito da saúde e educação.

Fonte: PRU Teresinae Teresina.

Centro Niemeyer injeta vida a uma cidade espanhola decadente e poluída

A cidade de Avilés, principal reduto da siderurgia asturiana na segunda metade do século XX, entrou para o século XXI pelas mãos da cultura e das indústrias sustentáveis com o Centro Niemeyer como aglutinador dessa mudança.

O complexo, obra do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que nesta quarta-feira, dia 15, completou 103 anos, atua como uma ponta de lança de um projeto urbanístico mais amplo, a Ilha da Inovação.

"O Centro Niemeyer está nos ajudando extraordinariamente no projeto de transformação da cidade", afirmou à AFP Pilar Valera, a prefeita da localidade que há apenas 10 anos era conhecida na Espanha por sua decadência depois de uma intensa industrialização.

A cúpula do Centro Niemeyer, de um branco imaculado e que servirá de museu, junto a uma torre arrematada com um mirante circular, onde será localizado um centro de gastronomia e o auditório, cuja forma recorda uma lágrima, redesenharam o panorama urbano de Avilés a exemplo do que o Museu Guggenheim fez com a localidade basca de Bilbao.

"Ambos os projetos consistem em edifícios de arquitetos legendários e emblemáticos, que contribuíram para transformar um meio urbano degradado", admite o diretor do Centro Niemeyer, Natalio Grueso, embora ressalte que o Guggenheim não passa de uma "franquia internacional".

"O Centro Niemeyer quer ser um centro cultural, onde a música, o cinema, o teatro, a plástica e, em geral, todas as artes que possam se relacionar entre si", explica Grueso.

"O tema de nossa primeira exposição será a luz porque é "uma forma muito simbólica de começar nesta cidade que, há anos, era uma das mais poluídas da Europa e que agora, com este centro e com as formas brancas de Niemeyer, está trazendo uma nova luz", acrescentou.

A difícil reconversão sofrida por toda a indústria pesada do norte da Espanha também fez vítimas em Avilés, onde seus 83.000 habitantes perderam praticamente 80% de seus empregos em uma década.

Talvez tenha isso que fez muitos habitantes, no início, ficassem céticos à ideia de um centro cultural como forma de renovar a cidade.

"Suas formas são raras, mas não fica mal. É preciso esperar que fique todo acabado", comenta Laura Hernández, estudante de 20 anos.

O centro também inspirou novos produtos, como um confeiteiro da cidade, que criou o "niemeyita", um doce de amêndoa que recorda a cúpula. Uma loja de roupas também ofereceu descontos no dia da abertura da Cúpula Niemeyer.

"Há 15 anos provavelmente as pessoas diriam: não, Avilés não tem futuro turístico porque é uma cidade decadente e poluída. Isso tudo mudou", diz ainda Valera, que atribuiu muito deste crédito ao projeto Niemeyer, financiado 60% com capital privado e 40% público, com um orçamento inicial de 4 milhões de euros.

"Em um fim de semana de portas abertas no verão passado, passaram por aqui 12.000 pessoas para vê-lo em obras. Quando for inaugurado, a resposta deverá ser espetacular", sentenciou a prefeita.

Niemeyer faz 103 anos cheio de projetos


A inspiração parece correr mais rápido que o tempo para Oscar Niemeyer. O arquiteto completou 103 anos ontem participando da inauguração de mais uma de suas obras erguidas na orla de Niterói, na região metropolitana do Rio. Com fôlego de sobra, Niemeyer apresentou ainda quatro projetos inéditos e mostrou que ideias novas continuam a sair de sua prancheta.

À beira da Baía de Guanabara, a nova construção tem a marca do arquiteto: uma cúpula, um espelho d"água e uma rampa curvilínea, que dará acesso à nova sede da Fundação Oscar Niemeyer. Com área de cerca de quatro mil metros quadrados, o prédio abrigará um centro cultural, um centro de documentação, que reunirá o acervo de criações do arquiteto, e a Escola Oscar Niemeyer de Arquitetura e Humanidades - com cursos variados. O projeto custou R$ 10 milhões e integra um circuito de obras assinadas por ele na orla de Niterói, que foi batizado de Caminho Niemeyer.

Os desenhos inéditos do Aquário de Búzios; o Museu de Arte Contemporânea de Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, em Portugal; a Vinícola Château Lacoste, na França; e o Ateliê Saint-Moritz, na Suíça, estampam as páginas do 8.º número da revista trimestral Nosso Caminho, editada por ele e pela mulher, Vera Lúcia. O periódico dedicado à arte e à cultura terá artigos do ex-presidente cubano Fidel Castro e do escritor uruguaio Eduardo Galeano, redigidos especialmente para a edição.

O atraso dos anfitriões da solenidade em Niterói não afetou o bom humor de Niemeyer. O prefeito da cidade, Jorge Roberto Silveira (PDT), chegou 30 minutos depois do horário marcado. O presidente da Fundação Oscar Niemeyer, senador Marco Maciel (DEM-PE), atrasou mais de uma hora. Mesmo com a espera e o assédio de jornalistas e admiradores, o arquiteto manteve-se sereno.

"Os amigos vieram e isso é muito bom. É uma compensação do meu trabalho", disse Niemeyer. "O trabalho me distrai. Quando vou fazer um projeto passo horas pensando nele. Fiz agora um aquário. É o primeiro projetado dentro d"água. Para mim, não é um sacrifício. Cada problema que aparece é um esforço para resolver, e me agrada muito que eu ainda consiga resolver", explicou o arquiteto, queixando-se, no entanto, da duração do evento.

Espanha. Os 103 anos do arquiteto também foram comemorados na Espanha, com a inauguração da cúpula do Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, em Avilés. O espaço dedicado à educação e à cultura conta com um auditório, uma praça aberta e um mirante.

A disposição de Niemeyer para continuar criando é tão grande que o arquiteto se arrisca em outras áreas. O samba Tranquilo com a vida, composto por Niemeyer em parceria com o enfermeiro Caio Almeida e com o músico Edu Krieger, estava previsto para ser lançado ontem.

Fonte: Agencia O ESTADO




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Festival agrada a fãs da cantoria


A festa da poesia e do improviso começou ontem à noite na praça pública, em Limoeiro do Norte, que esteve ocupada pelos amantes da cantoria no VI Festival Internacional de Trovadores e Repentistas. As primeiras duplas de cantadores levaram a graça para a plateia. E, já na madrugada, o destaque foi para os aplausos arrancados pelo concerto "Alma", da fadista Cristina Maria, de Portugal.

Aos 78 anos de idade, o aposentado João Mendes de Sousa, de Tabuleiro do Norte, ficou na frente da plateia até que a última dupla se apresentasse. É fã de cantoria, "porque a cultura do mais antigo é a cantoria". "O jovem gosta de outras coisas e até do que não presta, mas aqui tem novidade, tem gente de todo canto", emociona-se o aposentado, impressionado com o tamanho do espaço dado ao repentista - um festival inteiro -, eles que são acostumados a terem seu terreno garantido só nos barzinhos, quermesses e no salão da Casa do Cantador, em Limoeiro do Norte. A primeira dupla de cantadores foi Antônio Fernandes, do Rio Grande do Norte, e Raimundo Alves, do Ceará. Um dos motes para o improviso: "o inverno é a riqueza maior que tem no sertão".

Natural de Limoeiro do Norte, Raimundo Alves orgulha-se do espaço conquistado no Festival. Tem décadas de cantoria na veia e dela pelas ondas de rádio nos programas de fim de tarde. O festival tem 53 repentistas dos estados de Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul.

O Festival de Trovadores contou com a presença do representante da Câmara de Comércio Brasil-Portugal no Ceará, Carlos Martins, um dos articuladores, ao lado do poeta limoeirense Gilmar Chaves, do processo de germinação entre o município de Limoeiro do Norte e a cidade de Espinho, em Portugal. É um intercâmbio cultural, social e econômico entre os dois países por meio das duas municipalidades. O prefeito João Dilmar da Silva apontou festival como um dos momentos mais ricos da cultura popular. Ele recebeu uma homenagem do poeta gaúcho Gaudêncio Soares, que defendeu que "não há nada mais universal do que o regional".

O coordenador do evento, também poeta e cantador, Geraldo Amâncio, destacou a diversidade do público que acompanha o festival, ainda que houvesse uma maioria de pessoas "mais velhas", que poucas vezes no ano saem de casa à noite para a praça José Osterne. É a vez deles e da cantoria.

Além da fadista Cristina Maria, trazendo para o Ceará a poesia popular e tradicional (além de culta e bela) de Portugal, o festival foi animado pelos músicos sanfoneiros Ítalo e Reno. O VI Festival Internacional de Trovadores e Repentistas segue até o próximo sábado. Hoje pela manhã haverá seminário discutindo religiosidade popular e, à noite, mais cantoria.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Plano Diretor de Transportes e Mobilidade Urbana de Teresina

O Plano Diretor de Transportes e Mobilidade Urbana de Teresina, coordenado quanto a sua implantação pela STRANS, é um dos principais projetos estruturantes do PRU TERESINA e inclui proposições de reformas na malha viária, além do reordenamento do transporte coletivo através da criação de terminais de integração. Esse novo sistema ainda estará conectado com outras modalidades, como o Pré Metro de Teresina. Sua face mais visível para os usuários será a implantação de um conjunto de terminais de integração periféricos e estações de transbordo localizadas no centro.


PRU Teresina será apresentado ao Secretariado Municipal

Após uma substancial apresentação ao Prefeito Municipal Elmano Ferrer e ao corpo técnico da SEMPLAN, em 14/12/2010, o próprio chefe do Executivo Municipal de Teresina determinou que o PRU Teresina seja apresentado ao Secretariado Municipal, na data de hoje: 15/12/ 2010 e receba as contribuições de todos, em suas áreas específicas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Corredores Ambientais dos Rios Poty e Parnaíba


A proposta visa consolidar os Corredores Ambientais dos Rios Poty e Parnaíba, como um dos mais importantes projetos estruturantes do PRU TERESINA/ /Plano de Requalificação Urbana de Teresina e se apresenta como experiência modelar no contexto regional e nacional, ao associar planejamento urbano à medidas de proteção e preservação ambiental e ao desenvolvimento econômico sustentável do município, através do incremento às atividades turísticas e ao preservacionismo.

Composto por uma série de intervenções compartilhadas, que estendem por 38 km das margens do Rio Poty e 30 km da margems direita do Rio Parnaíba,dimensionadas em quase 1.500 hectares, este conjunto de proposições baseia-se em conceitos mais adequados de manejo ambiental e apropriação de recursos naturais, com a utilização de tecnologias de baixo impacto, compondo um quadro de transformações que com sua implementação irá quase duplicar o índice de áreas verdes por habitante existente em Teresina, já superior ao mínimo recomendado por organismos internacionais.

Ao mesmo tempo, a revitalização e renaturalização dos leitos dos rios e dos contextos de vegetação ciliar em suas margens irá agregar valor ao espaço urbano, pela criação de novos espaços de lazer e fruição da natureza, concentrados em três grandes pólos de lazer e natureza: ao Norte, na confluencia do encontro dos rios; ao Nordeste, nas imediações da Embrapa, Parque Zoobotânico e Mata do CCA/ UFPI e; ao Sul ampliando os espaços de natureza da Curva São Paulo e Alegria.

Imagem do contexto beira Rio Poty nas imediações do Parque Zoobotânico e gleba da EMBRAPA Meio Norte. Arquivo de imagens Ibi Tupi. Fotografia de José Sales. Direitos autorias preservados.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PRU Teresina será apresentado ao Prefeito Elmano Ferrer

O PRU Teresina será apresentado ao Prefeito Elmano Ferrer e ao corpo técnico da SEMPLAN, pelo Professor/ Arquiteto José Sales, no próximo dia 14/ 12/ 2010. Será explanada a metodologia de abordagem, a pesquisa sobre proposições constantes em vários programas, planos, projetos e ações, desde o PDLI/ Plano de Desenvolvimento Local Integrado 1969, passando pelas duas versões do PET/ Plano Estrutural de Teresina e alcançando o PDS/ Plano de Desenvolvimento Sustentável de Teresina - Agenda 2015. Na ocasião será feita a entrega da publicação PRU Teresina/ Sumário Executivo, em Versão Preliminar.

Festival lembra 98 anos de nascimento de Luiz Gonzaga

Com o título "Festival Pernambuco Nação Cultural" foi concluída, ontem, a programação comemorativa aos 98 anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião", com um calendário de eventos que envolveu teatro, dança, cinema, Desafio Nordestino de Cantadores e shows de Dominguinhos, Elba Ramalho, Flávio Leandro e artistas regionais.

O sanfoneiro do "Riacho da Brígida" nasceu na Fazenda Caiçara, Município de Exu (PE), ao lado da casa da heroína Bárbara de Alencar, no dia 13 de dezembro de 1912, dia de Santa Luzia, daí a origem do seu nome. O sobrenome Nascimento foi sugerido pelo padre que o batizou por ter nascido em dezembro, mês do nascimento de Cristo. Gonzaga morreu na cidade de Recife no dia 2 de agosto de 1989.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

domingo, 12 de dezembro de 2010

Niemeyer comemora aniversário de 103 anos em Niterói

O homenageado já confirmou presença e trará a família e amigos. Lula, a presidente eleita Dilma Rousseff, governador Sérgio Cabral, ministros, também foram convidados  Niterói fará uma grande festa na próxima quarta-feira para comemorar os 103 anos do arquiteto Oscar Niemeyer. A recepção será no novo prédio da fundação que leva seu nome. 
O edifício será inaugurado durante o evento. O homenageado já confirmou presença e trará a família e amigos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente eleita Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral, ministros, deputados e secretários foram convidados. Na ocasião, será distribuída a nova edição da revista “Nosso Caminho”, dirigida pelo aniversariante. Uma orquestra poderá animar os participantes.  
Para o presidente do Grupo Executivo do Caminho Niemeyer, Selmo Treiger, é uma honra para a cidade ter uma comemoração histórica como esta.  “Quando falamos para o Niemeyer que entregaríamos a construção em dezembro, ele quis comemorar seu aniversário no local. 
Para nós, é uma honra, pois esta é uma grande honra concedida pelo maior arquiteto do planeta”, disse.  O grupo também está concluindo as reformas do Teatro Popular e do Memorial Roberto Silveira para que voltem a receber visitantes quando a fundação abrir as portas. Porém, ainda não há uma data prevista para que isso ocorra.  
O prédio da fundação faz parte do conjunto arquitetônico do Caminho Niemeyer, que abrange o território da Ponta da Areia até o Museu de Arte Contemporânea (MAC), na Boa Viagem, além da Estação de Charitas – todos projetos do artista. A área tem cerca de 72 mil metros quadrados. Treiger afirmou que os equipamentos urbanos ajudarão a revitalizar a região do Centro e proporcionarão muitas alegrias aos niteroienses. 
Outros benefícios seriam a vinda de turistas, o aquecimento da economia, o aumento na oferta de empregos e a melhora na qualidade de vida dos moradores da cidade.  “Este equipamento é um exemplo de que a parceria entre os governos municipal, estadual e federal e a iniciativa privada pode dar muito certo”, declara Selmo Treiger.  Quanto às constantes críticas de que a cidade deveria parar de investir no complexo e priorizar a recuperação pós-chuva, Treiger ressalta que as verbas destinadas para investimento no turismo da cidade não podem ser destinadas para outros empreendimentos do município.  
“As pessoas têm que entender que esta é uma verba carimbada e temos que utilizá-la para o turismo. Se não fizermos isso, perderemos. Temos que aproveitar a oportunidade”, pontua.  Estrutura – A futura sede da Fundação Oscar Niemeyer, que atualmente funciona no Rio de Janeiro, guardará um acervo com diversas obras do arquiteto. São esculturas, projetos, maquetes, entre outros trabalhos, realizados por Niemeyer durante quase 70 anos de dedicação à profissão.
Fonte: FNA

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A "urgência"do Código Florestal

Contrariando compromisso anterior assumido pelo presidente Lula e pela candidata eleita Dilma Rousseff de que o relatório de alteração do Código Florestal não seria apreciado este ano no Congresso, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza (PT-SP), comandou uma negociação com a bancada ruralista para aprovar um voto de urgência para o relatório de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) do Projeto de Lei 6464-2005 na sessão extraordinária ocorrida nesta terça feira.

A manobra despertou organizações não-governamentais que mobilizaram uma campanha relâmpago pela internet, convocando pessoas a enviarem mensagens de protesto a Vacarezza. O deputado admitiu, pouco antes do início das sessões, que havia negociado o apoio do governo ao requerimento de urgência proposto pelos ruralistas. Mas afirmou que não quebrava o compromisso de Lula, já que, em sua conversa com os ruralistas, a votação propriamente dita ficaria para o ano que vem. Na opinião de assessores das ONGs na Câmara, Vacarezza trocou o apoio ao Código Florestal por suporte a sua candidatura à presidência da Câmara a partir de 2011. O parlamentar não confirmou a hipótese.

Em nota divulgada no fim do dia, a secretária-geral do WWF-Brasil criticou os ruralistas dizendo que "mostravam pouca disposição para discutir o assunto". A senadora Marina Silva (PV-AC) deu entrevistas durante a Conferência da ONU das Nações Unidas, em Cancún, México, acusando a bancada de "acelerar indevidamente" a votação do polêmico projeto que reduz áreas de reserva legal e preservação permanente.Em reportagem da Folha Online, até mesmo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também em Cancún, manifestou surpresa com a concessão do líder do governo aos ruralistas.

A sessão onde o projeto seria votado, no entanto, foi mais conturbada que o esperado. Dominada pela votação de um requerimento de urgência do projeto de lei que regulamenta as casas de bingo, a base aliada do governo rachou e os outros temas ficaram suspensos. O pronunciamento mais eloquente em defesa da votação foi feito pelo deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), derrotado nas últimas eleições. Afirmou que seria "muito importante a aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo, essencial para o setor produtivo".

Essa parece mesmo ser a estratégia dos ruralistas. Enfraquecidos na última eleição e cientes da vagarosidade dos trabalhos do primeiro semestre do novo Congresso, eles acreditam que um voto de urgência garantiria prioridade ao PL do Código Florestal. Além disso, muitos dos deputados defensores de alteração da lei ambiental possuem na base de financiamento de sua campanhas uma gama de interesses do setor agropecuário. Essa a última chance de cumprir as promessas.

Por isso, não se pode dizer que as ONGs estejam aliviadas após o fim da sessão desta terça. Nesta quarta, embora a pauta esteja trancada por medidas provisórias, uma boa articulação entre os líderes dos partidos poderia abrir uma sessão extraordinária.

Fonte: Salada Verde/ Portal O ECO

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Só 5,8% dos municípios têm conselho de meio ambiente

Pesquisa divulgada pelo IBGE revelou que somente 13 dos 223 municípios piauienses existentes em
2008, 5,8% do total, possuíam conselho de meio ambiente. E desses, apenas em oito ocorreram reunião nos últimos 12 meses. O dado, revelado pelo estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – Brasil 2008, mostra que o meio ambiente ainda não é considerado prioridade pela maioria dos gestores municipais do estado.

Os números do Piauí são os piores do país. O estado mais próximo é a Paraíba, que tem apenas 12,1% de conselhos nos 223 municípios. Em nível de Brasil, das 5.564 cidades do país, em 2.650, ou 33,8%, existem conselhos municipais. O estado do Rio Grande do Sul é o que mais possui conselhos instalados nas cidades: em 80,2%, há o órgão deliberativo.

Segundo o IBGE, a partir dos anos de 1990, o conhecimento sobre o desenvolvimento e as práticas de projetos de desenvolvimento local passaram por profunda transformação: o universalismo do desenvolvimento passou a ser seriamente questionado. Aumentou a participação da sociedade civil, através da evidência da diversidade e particularidade dos contextos locais, reconhecendo a evidência de que cada contexto tem a sua necessidade própria e demanda.

O desenvolvimento da participação comunitária na gestão pública na forma de conselhos é expressão dessa nova forma de articulação da sociedade civil, constituindo- se em importante mecanismo
de consulta e exercício da participação popular, sendo sua institucionalização uma forma de capacitação
para a gestão local.

A existência de conselhos municipais ativos revela o nível de organização municipal no que se refere à democratização da gestão de políticas públicas. “Particularmente, as implicações ambientais decorrentes do processo de desenvolvimento é um dos pilares do conceito de desenvolvimento sustentável’, diz o estudo do IBGE.

Fonte: Jornal O DIA Online

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Universidade do RS ajuda no descarte de remédios

É necessário incentivar a sociedade a direcionar seus resíduos médicos de uma maneira ambientalmente viável, evitando riscos à saúde humana e do meio ambiente. A divulgação ainda é pouca em relação aos postos de coleta ou sobre os procedimentos de destino, mas em Porto Alegre (RS) temos um exemplo. a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) recebe medicamentos dentro do prazo de validade e vencidos para destinação correta. O endereço da universidade é rua Ramiro Barcelos, 2500.

Problemas ambientais relacionados ao descarte incorreto de medicamentos são comuns pela falta de informação por parte da população em relação ao destino desses produtos químicos. O impacto ambiental mais comum e prejudicial é o descarte de medicamentos no lixo doméstico ou na rede de esgoto, causando contaminação e poluição, além de possíveis intoxicações.

Existem regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevêm o destino e a reciclagem das drogas. Medicamentos devem ser levados a postos de coleta para que produtos sejam encaminhados corretamente. Produtos dentro do prazo de validade devem ser mantidos intactos para serem doados, enquanto os produtos vencidos são direcionados a aterros sanitários especializados. Com o descarte especial, minimizam-se os efeitos de contaminação de água, infiltração no solo e danos à biodiversidade.

Fonte: Portal O ECO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E se o mundo esquentar 4°C?

A Royal Society - academia de ciências do Reino Unido - acaba de publicar o artigo “De quatro graus pra mais: implicações do possível aumento da temperatura global em quatro graus”, escrito por Mark New, Diana Liverman, Heike Schroder e Kevin Anderson.

O estudo avalia os impactos e consequências potenciais para um aquecimento de até 4°C na temperatura terrestre, possibilitando uma visão sobre os desafios globais derivados de mudanças sistemáticas no planeta. É também uma pesquisa que acompanha as previsões mundiais relativas às mudanças climáticas, antes previstas para um aquecimento de até 2 graus (já considerada extremamente limítrofe em relação aos impactos) e que agora geram preocupação pela possibilidade de serem superiores, um aumento de 3 a 4 graus ainda neste século.

Os autores indicam que os impactos na agricultura, nos recursos hídricos, ecossistemas e cidades costeiras será ainda maior com um aumento de 4°C em relação ao previsto para dois graus abaixo disso. Um exemplo é a agricultura na África sub-sahariana, que pode colapsar de acordo com as previsões.

A pesquisa reitera a necessidade de redução das emissões de gases estufas, além de desafios sociais econômicos e comportamentais ainda neste século para que tais previsões não se concretizem. Enfocam também a importância do conhecimento sobre o sistema climático e as possíveis mudanças estruturais que este sofrerá com as constantes pressões humanas no meio ambiente.

Fonte: The Royal Society - 4°C/ Portal O ECO

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Desmatamento da Mata Atlântica continua critico


Na última quarta-feira (01), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou um mapeamento liderado pelo Ibama com os números finais do corte raso de árvores na Mata Atlântica entre 2002 e 2008. Ao todo, um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do planeta perdeu 2.742 quilômetros quadrados de floresta nativa, algo assustador para uma região que detém apenas cerca de 7% de sua cobertura original. O susto é ainda maior porque, em 2006, a Lei da Mata Atlântica foi assinada para impedir qualquer desmatamento, com raríssimas exceções.

De acordo com a análise, até 2002, 75,62% do bioma haviam sido desmatados. Esta taxa aumentou para 75,88% seis anos depois. Entre os estados que mais limparam as áreas verdes para outras atividades econômicas estão Minas Gerais, Paraná e Bahia. Respectivamente, eles literalmente cortaram 0,38%, 0,29% e 0,39% da floresta.

“Embora seja a menor taxa em relação aos outros biomas, a Mata Atlântica foi muito devastada historicamente. Portanto, há situações preocupantes. Minas Gerais, por exemplo, foi o estado que liderou o ranking. O levantamento em questão avalia o corte raso, mas não qual prática foi adotada naquele solo depois. Porém, segundo informações de campo do próprio Ibama e também da SOS Mata Atlântica e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), os principais problemas são a agropecuária e a exploração de carvão vegetal”, avalia Bráulio Dias, Secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA.

O estudo, vale lembrar, não envolve as florestas deciduais e semi-deciduais do Cerrado e da Caatinga, consideradas pertencentes ao bioma, diferente dos mapas elaborados pela SOS Mata Atlântica em parceria com o INPE. Dias, no entanto, afirma que o diagnóstico respeitou os perímetros adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Segundo ele, a expectativa é que o desmatamento nesta floresta chegue próximo de zero. Um dos trabalhos atuais é uma negociação do Ministério da Fazenda para regulamentar o Fundo de Restauração da Mata Atlântica, o que deve acontecer até o início de 2011.

Fonte: Portal O ECO

domingo, 5 de dezembro de 2010

Impunidade e crimes ambientais se multiplicam no cerrado piauiens

Distante dos olhos da sociedade e autoridades as riquezas naturais disponibilizadas no Sul do Piauí são saqueadas gradativamente por bandidos que posam de empresários.

Com o objetivo de realizar uma reportagem sobre a devastação na região dos municípios de Curimatá, Morro Cabeça no Tempo, Júlio Borges, Avelino Lopes e Parnaguá, nossa equipe desembarcou em Curimatá, a 775 quilômetros de Teresina, na semana passada, e logo sentiu que o trabalho não seria fácil. A cidade vive um clima de terror e não se consegue arrancar um depoimento oficial. O curioso é que em off os moradores costumam desabafar e narram um rosário de crimes que ocorrem no cotidiano do município.

O medo da população se deve à impunidade que reina na cidade que, para começar, elegeu um prefeito, José Arlindo, conhecido por Zezinho do Tomate, tido como criminoso, já que é acusado de ser assaltante de cargas, de bancos e de assassinatos. Foi cassado recentemente, mas voltou ao cargo, graças a uma liminar expedida pelo o desembargador José Ribamar Oliveira.

Durante o pouco tempo que passamos na cidade ouvimos histórias que lembram episódios de filmes de faroeste, em que bandidos dominam cidades inteiras com a força da bala. “Ele disse outro dia que já teve vontade de pegar o revólver e sair pela cidade atirando nas pernas de quem encontrasse”, deixou escapar um dos moradores. Não demorou muito e ouvimos histórias que vão desde ameaças, desvio de verbas, grilagens de terras públicas, pistolagens e de assaltos a bancos envolvendo, além do próprio prefeito, um ex-juiz da cidade, políticos e bandidos perigosos foragidos da Justiça brasileira.

Como nosso maior objetivo era apurar denúncias de crimes ambientais, e até porque não encontramos nenhum morador que se responsabilizasse pelas informações prestadas, seguimos viagem em busca de observar as riquezas naturais disponibilizadas na região, como calcário e outros minérios, além da mata virgem. A conclusão que se tem é que os crimes ambientais estão sem controle na região.
Forasteiros dominam os crimes ambientais

Por todos os lados se multiplicam as carvoarias, extração de madeira, principalmente aroeira, e caça predatória. Os habitantes de Morro Cabeça no Tempo consideram que ali é onde existe o maior número de fornos (em torno 600). A maioria não sabe quem são os donos do negócio, dizem que geralmente são baianos, pernambucanos e de estados do Sul e Sudeste do Brasil.

O medo de falar no assunto é visível em cada rosto, sequer querem indicar ou acompanhar uma visita na região das carvoarias. O temor é maior porque asseguram que a maioria dos homens que trabalham na manipulação do carvão são elementos foragidos da Justiça, trazidos pelos denominados “gatos”, responsáveis pela produção nas carvoarias e completamente desconhecidos da população. Segundo os moradores, esses homens passam em média três meses manipulando fornos e carregando carretas.

Segundo os relatos, o trabalho é desumano, pois são submetidos à exaustiva jornada de trabalho expostos ao sol, fumaça e fuligem gerados pelo carvão, não utilizam equipamentos de proteção individual tampouco têm direito a alojamentos descentes, água potável e alimentação adequada. Contaram também que tudo que ganham gostam em cachaça e mulher, e que a situação tem levado à prostituição infanto-juvenil na região. Além do que, uma vez embriagados, costumam arrumar confusões e alguns chegam até a serem presos.

Entretanto, muitos desses trabalhadores são pais de famílias honestos da região que se submetem ao trabalho análogo porque não existe nenhum tipo de programa de governo que facilite a produção na agricultura familiar, por exemplo, ou mesmo incentivo à exploração sustentável das potencialidades das florestas ainda disponíveis.

Devido à jornada intensa de trabalho os camponeses da região geralmente abandonam antes de três meses devido à exaustão do serviço que consiste em, por exemplo, carregar uma carreta de carvão manualmente utilizando pás, jacás e subindo uma escada para alcançar a caçamba.

Quem mexe com os fornos o sofrimento é inimaginável. A alta temperatura a que são expostos os trabalhadores, aliada à falta de equipamentos de proteção individual e a jornada de trabalho acima do permitido, já que os fornos são acesos vinte e quatro hora, chega a enlouquecer muitos desses homens que muitas vezes abandonam o serviço doentes e sem receber os direitos trabalhistas.

Na tentativa de flagrar a situação in loco conseguimos entrar clandestinamente em algumas carvoarias em Morro Cabeça no Tempo e Curimatá. O fato de ser domingo facilitou nosso trabalho, entretanto não encontramos muitos trabalhadores. Estava havendo festejo em Morro Cabeça no Tempo e a maioria dos carvoeiros conseguiu folga para se divertir.

Mata destruída por ganância

Depois de uma trégua que durou menos de seis meses, a explosão de carvoarias no Sul do Estado voltou a preocupar a população dos municípios envolvidos que diariamente presenciam mais de 20 caminhões circulando pelas estradas da região, transportando carvão para as siderúrgicas do Maranhão e Minas Gerais. “Um motorista já me disse que leva o carvão para a Simasa, no Maranhão”, disse um trabalhador que encontramos no posto de gasolina em Curimatá, onde havia seis carretas carregadas de carvão, estacionadas na última quinta-feira.

Adentrando nas estradas vicinais que vão dar nas carvoarias é possível ver um pouco o quanto de mata nativa o Piauí já perdeu para a indústria do carvão, que geralmente beneficia a um só homem e ainda por cima conquista a terra usando de má-fé, já que todas as terras da região são comprovadamente públicas. Na Serra Negra, por exemplo, contam os moradores do município de Morro Cabeça no Tempo, onde milhares de hectares de Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica são devorados diariamente por fornos que aumentam a cada dia, um homem conhecido por Chico Guanambi e vice-prefeito do município se aliou a outro conhecido por Zé Maria e a empresa JB Carbon e arrendaram de Antônio Francisco Rego Neto a propriedade Caboclo, somente para produzir carvão. “Eles têm autorização para funcionar”, diz um carvoeiro.

A circulação das centenas de carretas na região é outro motivo de preocupação dos moradores. Uma senhora, que apesar da reclamação ser legítima pediu para não ser identificada por temer os “poderosos”, como chamam os empresários do carvão, disse que é mãe de duas crianças menores de oito anos e dois adolescentes de 17 e 19 anos. Segunda ela, o filho mais velho já foi fechado por uma carreta carregada de carvão e teve que sair da pista e entrar no mato para evitar uma tragédia. Contou ainda que recentemente uma das carretas tombou devido ao peso e teve a carga saqueada pela população.

O tráfego de madeira é outra realidade no Cerrado piauiense. Um dos municípios que mais sofrem com o roubo é Júlio Borges, seguido de Morro Cabeça no Tempo. Enquanto seguíamos para conhecer uma das paisagens deslumbrantes da Serra Vermelha, após o povoado Desejado, nos deparamos com uma trilha clandestina e que, segundo moradores da região, vez por outra trafegam caminhões carregados de aroeiras que são retiradas da mata e seguem por trilhas até a Bahia. Contaram ainda que os traficantes são desconhecidos, provavelmente baianos, que encontram facilidades para roubar no Piauí.

Os crimes verificados por nossa reportagem, infelizmente não são combatidos, e se depender do Ibama do Piauí, nunca serão. Não por incompetência ou má-vontade, mas porque não existem fiscais que possam dar conta da região. De acordo com o chefe do escritório do Ibama em Corrente, Augusto Elias, o órgão dispõe apenas de dois fiscais para cobrir os 19 municípios do Sul do Estado. “Como vamos dar conta de cobrir toda a área”, se pergunta Augusto, que mesmo assim não fica de mãos atadas e conta que recentemente conseguiu apreender uma carrada de aroeira. Outro problema, segundo o chefe do Ibama, são as autorizações de desmate que conseguem do Estado e que geralmente extrapolam além do permitido, mas para todos os efeitos estão trabalhando conforme determina a lei.

Fonte: Tribuna do Piauí Online

sábado, 4 de dezembro de 2010

Poluição: aguapés reaparecem no rio Poti

Indicadores de altos índices de poluição, os aguapés ressurgem agora no mês de dezembro no rio Poti. As algas não se formavam no rio desde 2008, apontando que a poluição havia diminuído consideravelmente. Mas a cena que vemos hoje, com aguapés se multiplicando nas águas do Poti, mostra que a quantidade de material orgânico jogado diretamente no rio continua sendo uma grande ameaça para o meio ambiente.


Há três anos, foi assinado o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), provocado pelo Ministério Público Federal (MPF), que tinha como objetivo diminuir a poluição no Poti. O TAC foi assinado pelo Ibama, Prefeitura de Tereisna e Agespisa.

A partir do TAC, algumas estratégias foram organizadas como tentativa de diminuir o desemboque de material orgânico no rio. Foram identificados os grandes usuários de água (comércios, postos de gasolina, oficinas mecânicas, condomínios, hospitais, clínicas, dentre outros) não ligados à rede de esgoto e que possuíam ligações clandestinas com as galerias que terminam no Poti.


Outra medida, tomada pela Agespisa, foi financiar os custos da ligação de casas com a rede de esgoto, evitando assim que a água da pia e do ralo do banheiro fosse jogada diretamente na sarjeta e, em seguida, no rio. Também foi lançada a campanha “Não jogue óleo no ralo”, em 17 de abril de 2008. O óleo é uma das principais causas da poluição dos rios. As medidas tiveram sucesso, tendo evitado por meses o reaparecimento de aguapés no Poti.


Para saber mais sobre a situação atual do rio, a reportagem de O DIA entrou em contato com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semar), responsável pelo monitoramento do rio. A Secretaria informou que tem dados atualizados sobre a qualidade da água e sobre a problemática dos aguapés, mas só poderá repassá-los à reportagem nos próximos dias.


Fonte: Portal O DIA Online

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Curitiba é escolhida a cidade mais verde da AL

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, obteve neste domingo (21) a distinção de metrópole mais verde entre outras 17 da América Latina, segundo um estudo sobre meio ambienteapresentado pela empresa alemã Siemens à revista britânica "The Economist".

No marco da Cúpula Climática Mundial de Prefeitos (CCLIMA), realizada no México, se apresentou pela primeira vez o Green City Index (GCI) da América Latina, classificando Curitiba, com 1,7 milhão de habitantes, como a única cidade "muito acima" da média quanto a normas ambientais.

Seguida dela, no segundo dos cinco níveis, ficaram outro grupo de cidades como Bogotá, capital da Colômbia; e Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Resultados "aceitáveis" na classificação foram obtidos pela colombiana Medellín, Cidade do México, Puebla e Monterrey, Porto Alegre, Quito e Santiago do Chile, colocadas no terceiro nível.

"Abaixo da média", o quarto nível em termos ambientais, ficaram Buenos Aires e Montevidéu, enquanto a mexicana Guadalajara e Lima, capital do Peru, estiveram um nível mais abaixo, "muito abaixo" da média, no nível mais baixo.

O novo índice considerou as variáveis de eficiência energética e emissões de dióxido de carbono (CO2), uso do solo e edifícios, tráfego, resíduos, água, situação das águas residuais, qualidade do ar e agenda meio ambiental de Governo.

O GCI pretende se transformar em um indicador que ajude a conscientizar as autoridades municipais sobre as necessidades de desenvolver políticas sustentáveis, explicaram os responsáveis pelo estudo.

"A ferramenta permitirá às cidades aprender mais de suas respectivas situações e fomentará a troca sobre estratégias eficazes partindo de uma base objetiva", disse Pedro Miranda, executivo da Siemens e diretor do estudo.

Segundo Leo Abruzzese, diretor global da Unidade de Inteligência de "The Economist", "o estudo demonstra que as cidades que seguem uma colocação integral alcançam resultados muito notáveis".

A metodologia do GCI foi empregada pela primeira vez com cidades europeias há um ano em outro estudo apresentado pela Siemens e "The Economist" com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial (BM).

Aquela vez se tornou público o resultado em Copenhague dentro da 15ª Conferência das Partes da ONU sobre a Mudança Climática realizada em dezembro de 2009.

Fonte: Tribuna do Piaui On line